42 anos de histórias de amor - FCA Latam
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42 anos de histórias de amor

42 anos de histórias de amor

terça-feira, 24 de julho de 2018

Muito mais do que um grande e moderno conjunto de máquinas e tecnologias, o Polo Automotivo Fiat é uma reunião de pessoas

O mundo estava agitado em 1976. A então presidente da Argentina, Isabelita Perón, era deposta pelos militares, Steve Jobs e Steve Wozniac lançavam a Apple, Fidel Castro tornava-se chefe de Estado e de governo em Cuba, o filme Taxi Driver, de Martin Scorsese, ganhava a Palma de Ouro do Festival de Cannes… e muitas coisas mais. Todos esses acontecimentos têm impactos diferentes em sua vida, é verdade. Mas, para quem é brasileiro, 1976 foi um ano especial por dois motivos: a chegada da Fiat no Brasil e o lançamento do hoje lendário Fiat 147, o primeiro carro produzido pela montadora italiana em solo verde e amarelo. Esses dois eventos mudaram a vida de muita gente para sempre.

De fato, se o Polo Automotivo Fiat em Betim (MG) completa 42 anos em sua melhor forma, é porque sua história se funde às histórias das pessoas com quem cruzou nessa jornada. É o caso do experiente metrologista especializado Márcio Gonçalves Zarattini, que tinha apenas 17 anos quando a Fiat fincou raízes em Minas Gerais. Ele, que em 1976 cursava o Ensino Médio pela manhã e estudava Desenho Mecânico à noite, fez a prova para compor a primeira turma da escola técnica em uma parceria entre a Fiat e o atual Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). “Mesmo muito novo, pedi para fazer o teste e passei”, ele conta. “Aí, comecei o curso para ser profissional da Fiat. Foi incrível, porque os instrutores vieram da Itália e não falavam bem o português, e nós não falávamos italiano. Em dois ou três meses, criamos uma linguagem comum”, rememora Zarattini.

Ele conta que, depois que finalizou sua fase de preparação, foi convocado pelo Exército Brasileiro e, por isso, não seguiu direto para a fábrica como seus colegas, tendo ingressado então para a equipe da Fiat em 1978, onde permanece até hoje. “Tenho 40 anos de empresa, mas minha história começou bem antes, no início de tudo”, diz. “Vi as árvores em frente à Portaria 2 do Polo Automotivo sendo plantadas, acompanhei a evolução da fábrica e dos veículos e evoluí como pessoa também”, reflete, brincando com o fato de que entrou “menino” para a Fiat e durante essas quatro décadas se casou, teve duas filhas e uma neta. Márcio se orgulha de ter acompanhado os lançamentos da Fiat, “do 147 ao Argo” e atesta a evolução tecnológica dos processos. “Eu sou testemunha de um salto imenso de inovação, dos relatórios feitos em papel à fábrica conectada da Indústria 4.0”, afirma o veterano.

ZarattiniCom tanto tempo de casa, Zarattini (na foto) sente que formou uma “família paralela” na empresa à qual tanto se empenhou. “Sou padrinho de casamento de muitas pessoas, vi os filhos nascerem e crescerem, criei laços aqui”, conta ele, que chama a responsabilidade de contribuir para a formação de novos talentos para si. “Quero passar minha experiência para os membros mais novos do time.”

Zarattini considera, aliás, que a Fiat tem um grande trunfo: preservar sua memória industrial a partir do que ele, divertidamente, chama de “dinossauros”, profissionais com vários anos de jornada na montadora. “Isso é muito estratégico, porque quem está aqui há mais tempo consegue lembrar de todos os erros e acertos”, afirma, lembrando que a empresa está agora na quarta geração de metrologistas, profissionais que cuidam de medições de precisão. E o que mais ele ganhou, além de uma segunda família e a oportunidade de construir seu conhecimento no próprio local de trabalho? Um carro. “Eu me lembro direitinho. A última pedra cantada foi de número 87. Levei um Fiat Palio para casa!”, narra o sortudo, que ganhou o carro num bingo de comemoração do motor de nº 500 mil da planta Powertrain.

Mas se sorte é ganhar um carro novo, sorte também é trabalhar na mesma empresa em que sua família e compartilhar do mesmo universo. É assim na casa do mecânico de Manutenção Armando Celso da Cruz (orgulhoso na foto do alto da página), que entrou na Fiat em 1992 por meio de uma carta de indicação — na Fiat, os funcionários podem indicar pessoas de confiança (um familiar, um vizinho, um amigo) para concorrer a uma vaga; afinal, ninguém melhor do que eles para identificar pessoas que compartilhem dos valores da empresa. Hoje, Cruz divide o posto de colaborador da empresa com os filhos, Gustavo Fonseca Cruz, que trabalha na Engenharia de Manufatura Powertrain, e Bianca Fonseca Cruz, assistente no setor de Recursos Humanos (Organização & Reporting). “Ver meus filhos dentro da FCA é uma satisfação, um orgulho muito grande”, diz. “Desde pequenos, eles conhecem a empresa. Sempre fiz questão de que minha família participasse de todos os eventos e atividades”, diz Armando.

Bianca, que tem 21 anos, conta que cresceu em um lar que sempre respirou Fiat. “Desde criança, eu já estava inserida no contexto FCA quando ia até a fábrica nas festas de Natal e festas juninas”, lembra a caçula da família Cruz. “Até na hora dos estudos, a empresa esteve presente com o Kit Escolar que preparava para os filhos de funcionários. Acredito que a Fiat sempre foi base para meu crescimento pessoal e futuro profissional”, emenda. Bianca já foi vencedora de uma das edições da Maratona Cultural e, no fim do Ensino Médio, uma das premiadas do Prêmio FCA de Educação, duas iniciativas de incentivo aos estudos. A empresa também participou de outro importante marco da história dela: seus 15 anos. “Participei do baile de debutantes promovido pela Fiat para as filhas de colaboradores, um dia épico! Dava para ver no olhar dos meus amigos e familiares o quão sensacional estavam achando a festa”, lembra, nostálgica.

E se a jovem ingressou para a equipe do Polo Automotivo Fiat por meio de um programa de estágio, o mesmo aconteceu com seu irmão mais velho. Gustavo tem 26 anos, exatamente o mesmo tempo que seu pai tem de história na empresa. “Quando era pequeno, me perguntavam onde eu queria trabalhar e eu dizia que era na Fiat”, diverte-se Gustavo. O pai confirma: “As pessoas diziam, brincando, ‘mas você é tão novo’, e ele afirmava que ia trabalhar comigo quando crescesse”. Os planos infantis deram certo e o filho mais velho de Armando comemora cada conquista. “Para mim, a Fiat sempre representou tudo em relação ao sustento e crescimento da nossa família”, diz Gustavo, que já teve seis carros da Fiat. “Minha maior alegria foi poder comprar um Argo, porque eu participei do projeto do novo motor, o Firefly, desde o início. É muito gratificante”, revela.

 

Formação humana

Os 2,25 milhões de m² da fábrica abrigam muitas histórias bacanas como essas. Mas as histórias de pessoas apaixonadas ligadas ao Polo Fiat ultrapassam essas fronteiras. Na região do Jardim Teresópolis, nos arredores da planta, está o Árvore da Vida, programa social criado pela Fiat há 14 anos e hoje uma ONG independente, formada por representantes da comunidade e presidida pela jovem Bianca Esteves (cantando na foto abaixo). A nova presidente, de apenas 23 anos, faz parte do programa desde os 11 anos. “Foi em 2008. Entrei na oficina de canto coral e no percurso CreSer”, conta. O CreSer é o programa de formação humana do Árvore da Vida, que tem o objetivo de fomentar reflexões sobre a comunidade, as famílias, cidadania e autoconhecimento.

Bianca_IAV

“O Árvore sempre incentivou o protagonismo de cada membro da comunidade e formou pessoas mais críticas e com autonomia para mudar o que for necessário”, diz Bianca. “A formação humana é a base para conseguirmos alcançar resultados em nossas vidas, especialmente no longo prazo”. No caso da Bianca, o prazo nem foi assim tão longo. Enquanto participava do programa, ela se tornou monitora do CreSer, depois entrou no curso de Psicologia, se formou, fez estágio no Polo Automotivo Fiat e depois retornou para assumir a direção na nova fase do Árvore da Vida, agora independente.

Desde a emancipação, o Instituto Árvore da Vida fechou novas parcerias. “Vamos continuar promovendo ações para o envolvimento da comunidade, pois precisamos de ainda mais engajamento para cumprir nossos objetivos. Temos que identificar as potencialidades da comunidade, fomentar o desenvolvimento da região… Temos muitas coisas boas aqui dentro. Muitas possibilidades, muitos talentos.”

Nesses 14 anos, o Árvore da Vida beneficiou mais de 22,2 mil moradores com projetos voltados para atividades socioeducativas, geração de trabalho e renda e fortalecimento da comunidade. O índice de aprovação escolar de alunos que participam do Árvore saltou de 71% em 2004 para 96% hoje. Entre os projetos, destaca-se a Cooperárvore, a cooperativa de moda sustentável formada por mulheres da comunidade que transformam materiais como sobras de cintos de segurança e aparas de tecido automotivo doados pela Fiat e fornecedores em acessórios como bolsas e mochilas. Em 12 anos, a Cooperárvore produziu mais de 248 mil produtos, tendo reutilizado cerca de 36 toneladas de material.

Suellen_CooperarvoreA artesã Suellen Silva (foto ao lado), de 27 anos, faz parte da cooperativa desde 2013 e hoje é uma das administradoras. “Iniciei na Cooperárvore enquanto fazia faculdade de Psicologia, por recomendação da minha comadre. Eu já sabia costurar e precisava de trabalho e renda. Fiz então o teste e fui aprovada”, conta ela, que concluiu o curso de Psicologia e escolheu se dedicar à cooperativa. “Acredito muito no nosso trabalho”, afirma.

Nesses cinco anos de cooperativa, Suellen aponta muitas mudanças. “Quando entrei, tínhamos uma designer contratada, uma gerente, uma auxiliar, uma pessoa no financeiro. Éramos geridos por terceiros. Não tínhamos entendimento sobre orçamento ou negociação, mas tínhamos vontade de aprender. A Fiat percebeu isso e nos deu essa oportunidade. Hoje, somos autogeridos e temos mais força para crescer e aprender.”

Suellen entende a importância do trabalho da cooperativa. “Descobri a força da reutilização. Com nossa produção, reutilizamos materiais que se tornariam lixo”, conta. “Com isso, além de preservarmos o meio ambiente, geramos oportunidades de trabalho e renda para a comunidade”, observa. “A cada resposta dos nossos clientes, temos mais ânimo para aumentar nosso trabalho e as toneladas reaproveitadas”, reconhece.

Confiança, aliás, é um sentimento que a Fiat inspira em muitos brasileiros. É o caso do engenheiro mecânico e designer Roberto Poloni, que no ano passado saiu lá do Rio Grande do Sul e dirigiu seu Fiat 147 original pelos 1.700 quilômetros de estrada que separam sua casa do Polo Automotivo Fiat, em Betim, para comemorar dois aniversários: o do “Little Hundred”, como é carinhosamente chamado o carro, e também o da fábrica (todos registrados na foto abaixo). E depois encarou os 1.700 quilômetros de volta!

Poloni

“Aquela aventura foi muito positiva”, diz. “Na estrada, nosso ritmo era em torno de 100 Km/h. Era comum outros carros se aproximarem, permanecerem algum tempo nos acompanhando, fotografando, filmando, abanando e buzinando, todos com olhar de aprovação. Acredito que muitos tinham também alguma história com um Fiat 147”, conta.

Roberto é colecionador de carros, tem seis modelos da Fiat na garagem e acompanha de perto a história da marca, da qual já teve 15 veículos. “Neste 42 anos, a Fiat marcou uma presença muito forte no Brasil lançando carros tecnologicamente avançados em tamanhos pequenos, racionais e com bom desempenho”, avalia. “O 147 foi uma revolução em sua época, bem como a sequência de modelos criados sobre a base dele, incluindo um dos melhores projetos de veículo de trabalho: a picape derivada do automóvel, um dos mais bonitos e simpáticos modelos da linha 147”, elogia.

“A Fiat trouxe grandes propostas, como o Uno, verdadeira obra de arte, uma revolução sem precedentes no uso racional do espaço. Agradou de cara. Não precisou ser explicado; foi entendido”, continua Poloni. “O Novo Uno, um substituto à altura, fato difícil de acontecer. Outro ícone foi o Tempra. Tivemos três”, recorda-se. “E o Punto, alta costura italiana, foi outro carrão. Design inconfundível do mestre Giugiaro”, elogia ele, que continua fazendo parte da famiglia, como ele mesmo diz. “Meu carro do dia a dia continua sendo um 500.”

“Estive na exposição de carros clássicos em Padova (Itália) no ano passado e, em meio a outros carros fascinantes, vi uma picape 147 com motor diesel. Enviei fotos a todos os meus contatos de clubes de carros antigos. Também estive em agências atrás de peças para o Alfa Romeo 156 de um amigo e para o meu Fiat Coupe. Por incrível que pareça, tenho conseguido na Inglaterra ou Alemanha”, diz. “É uma prova de insistência e paixão pela marca”, ele mesmo reconhece. “Acredito na Fiat e torço para que ela volte a ocupar o pódio nas vendas. É uma marca italiana que tem o apelo do cuore sportivo e imagem própria, uma combinação irresistível: uma mexe com a percepção e outra confirma o DNA.”

É assim. Toda comemoração de aniversário precisa ter a presença de pessoas especiais que ajudam a construir a história do aniversariante. No caso do Polo Automotivo Fiat então, que é formado por mais de 15 mil colaboradores e mudou a vida de milhões de brasileiros, não poderia ser diferente. Os últimos 42 anos são repletos de histórias como as que você leu aqui, e que se confundem com a própria história da fábrica.

 

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