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Acelera, Vanessa!

Acelera, Vanessa!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Vanessa Cristina realizou seu sonho há dois anos e se tornou a primeira mulher motorista de testes da FCA

Quando entrou para a equipe de produção da FCA em 2004 como operadora de rebocador, Vanessa Cristina Rodrigues de Oliveira tinha 21 anos e pouco tempo de motorista. “O rebocador era, na verdade, um Fiat Uno modificado, sem metade da carroceria traseira, e que eu dirigia por aí, levando a suspensão para a montagem final na linha de produção”, conta, com um sorriso tímido. “Eu aproveitei para praticar bastante. Estacionava, manobrava em galpões e corredores, passava por locais estreitos, mais difíceis. Foi aqui que peguei prática, que aprendi mesmo a dirigir”.

Ela adorava sua função, que exerceu por quase 10 anos, mas desde o início já tinha outros planos: “Eu sempre quis ser motorista de testes, mas achava impossível porque não tinha nenhuma mulher na equipe. Até que em 2014, eles finalmente abriram vagas para mulheres, e me inscrevi na hora!” Os motoristas de testes são os responsáveis por dirigir os carros que serão lançados, para conferir se tudo saiu conforme planejado ou se ajustes serão necessários. Eles dirigem em situações reais de trânsito, em vários terrenos, com camuflagem nos carros, para que não sejam reconhecidos por repórteres e curiosos antes do tão esperado lançamento.

Vanessa teve que passar por provas de mecânica e direção, entrevista individual e concorrer com outras 24 colegas que também participavam da seleção interna. Foi uma das quatro aprovadas; a primeira a assumir o posto. E entrou para a história da Fiat como uma das primeiras motoristas de testes. “É a realização de um sonho poder trabalhar com isso. Me sinto feliz e realizada por fazer uma coisa que amo”, conta, orgulhosa. Hoje, são seis mulheres na equipe, 10% do efetivo. Mesmo assim, Vanessa garante que nunca sofreu qualquer tipo de preconceito. “Ao contrário, meus colegas sempre me trataram muito bem. Eles respeitam a profissional que sou e aprendi isso com eles também. Na verdade, eles até me admiram por isso!”, ri.

Já a família não se espantou com o sonho de Vanessa. “No meu aniversário de 13 anos, pedi de presente para o meu pai um livreto de autoescola, porque queria saber melhor como funcionava o trânsito”, lembra, sorrindo. “Desde cedo queria dirigir. Sinto saudades do período que passei na produção, mas depois que me tornei motorista de testes acabei conhecendo um lugar diferente para trabalhar, onde posso observar os detalhes do meu ofício e aprender sobre os veículos novos que ainda serão lançados. É muito legal”, comemora. “Quero continuar trabalhando aqui e desejo que isso abra oportunidade para outras mulheres também”.

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