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Arte sobre rodas

Arte sobre rodas

segunda-feira, 5 de março de 2018

Um passeio pelos museus e exposições do mundo em que os veículos da FCA ganham status de obra de arte

Muitos consideram a criação e a construção de um carro como arte. Os museus de automóveis espalhados ao redor do planeta estão aí para contar essa história de amor. Mas existem aqueles exemplares que se destacam e transcendem o propósito de meio de transporte, transformando-se em obra de arte de fato. É o caso do Fiat 500F “Berlina” original de 1968 adquirido pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa.

O singelo 500, projetado em 1957 e carinhosamente chamado de “Cinquino” pelos italianos, faz parte do acervo permanente do museu desde julho. Em nota, o museu diz que o veículo “exemplifica uma clara expressão de função seguida de forma, um uso lógico e econômico de materiais e uma crença de que o design de qualidade deve estar ao alcance de todos”.

Desde então, o “Cinquino” fez o maior sucesso lá na Grande Maçã e a exposição dele no museu rendeu à Fiat um prêmio que também veio da Itália: o Corporate Art Award, organizado pela pptArt, em colaboração com a LUISS Business School e o Ministério da Cultura italiano. “Estamos muito honrados em ter recebido este prestigioso prêmio, um claro reconhecimento de que o Fiat 500 é não apenas uma obra-prima industrial com 60 anos de história, mas também um verdadeiro símbolo da criatividade italiana que ganhou lugar no imaginário coletivo”, declarou o Head of Fiat brand, Olivier François, durante a cerimônia de recebimento do prêmio, em Roma.

O MoMa, que em 1953 já exibiu um Lancia Gran Turismo 1951, hoje conta ainda com um Jeep (Willys-Overland M38A1, 1953) em exposição permanente. Se consideramos a Ferrari como parte da história da FCA, vale a visita a um carro de Fórmula 1 (641/2, 1990) que também já compôs outras duas mostras especiais do MoMa: uma chamada “Designed for Speed: Three Automobiles by Ferrari” e a “AUTObodies: speed, sport, transport”, de 2002, junto com outros veículos de design influente. O Jeep da coleção participou de cinco mostras especiais, dentre elas “A Collection of Ideas”, entre 2014 e 2015, e “Born out of Necessity” (2012-2013), que exibiu peças que fizeram do design uma ferramenta para resolver problemas.

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Um Jeep Willys-Overland M38A1, de 1953, na exposição permanente do MoMa, de Nova York

Outro Jeep que já deu as caras em museu foi uma réplica do que o apresentador Silvio Santos usava pelas ruas com seu espetáculo itinerante “A Caravana do Peru que Fala”. O Peru era o próprio Silvio (ele ganhou o apelido do colega Ronald Golias, por falar sem parar e ficar vermelho de vergonha com facilidade) e o programa contava com a participação de artistas. A réplica do Jeep usado pelo apresentador apareceu na exposição “Silvio Santos vem aí!”, do Museu da Imagem e do Som (MIS), montada em São Paulo, em 2016.

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Um Chrysler Thunderbolt (1941), exibido em Atlanta como ícone do design automobilístico

Em 2014, a cidade americana de Atlanta recebeu a exposição chamada “Dream Cars: Innovative Design, Visionary Ideas”, no High Museum of Art. Ela reuniu ícones do design automotivo visionário, conceitos que acenderam ideias para o futuro. Dentre essas joias, estavam cinco carros da FCA: Chrysler Thunderbolt (1941), Chrysler (Ghia) Streamline X “Gilda” (1955), Alfa Romeo BAT 7 (1954), Lancia (Bertone) Stratos HF Zero (1970) e Ferrari Pininfarina 512S Modulo (1970).

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giulia_recordO Museu La Triennale di Milano exibiu em 2010 autênticos ícones da marca Alfa Romeo, diretamente do Museo Storico Alfa Romeo, de Arese (IT), que já recebeu duas novas Giulia desde que falamos dele aqui, uma delas sendo a joia vermelha que quebrou o recorde do lendário circuito de Nürburgring, Alemanha, em 8 de setembro de 2016.
Dentre estas e várias outras exposições de arte automotiva ao longo da história, há uma que ainda está em cartaz. E, se você passar por Londres até o próximo mês de abril, vai poder visitar! Trata-se da mostra que celebra o design da marca Ferrari e sua evolução ao longo dos seus 70 anos de existência. Batizada de “Ferrari Under the Skin”, ela está no London Design Museum. São 14 modelos da marca, desde a década de 1940 até 2016, incluindo vários clássicos. A lista, em inglês, pode ser consultada aqui.

ferrari_250_tr_1958Teve também uma reunião de um Alfa Romeo (8C 2900MM 1938) e três Ferrari (375 Plus 1954, 250 TR 1958 e 250 GT SWB Berlinetta Scaglietti 1960), dentre outros carros bacanas, na “pequena” amostra da coleção do estilista (e colecionador de carros, sem dúvida) Ralph Lauren, no Musée des Arts Décoratifs (Paris), em 2011.

E espere, que ainda tem mais! Não são só os museus de arte que têm carros em suas coleções. O “National Museum of American History” possui em seu catálogo três modelos da FCA que marcaram a história dos Estados Unidos (não apenas a história automobilística, mas a história geral mesmo). São o Chrysler Plymouth Coupe de 1939, o Chrysler Turbine Car (1964) e o Dodge Caravan (1986).

São belos exemplos (literalmente) de como a os carros fazem parte indissociável da história, da arte e da cultura de seu tempo. Oficialmente reconhecidos pelos maiores museus do mundo.

 

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