FCA Brasil
  • A A A

Enviar por email:

O desafio que move as pessoas

O desafio que move as pessoas

domingo, 10 de abril de 2016

Projeto desenvolvido pela FCA, o "Futuro das Cidades" mostra que a questão da mobilidade urbana vai muito além do trânsito

Buscar soluções em mobilidade que ofereçam a quem se locomove e mora nos grandes centros urbanos acesso a oportunidades, permitindo que elas usufruam das cidades e de tudo o que elas têm de melhor a oferecer. Esse é um dos principais desafios do projeto “Futuro das Cidades”, uma iniciativa da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que vem mobilizando empresas, especialistas e entidades da sociedade civil e do terceiro setor para estudar as cidades e compreender como se vive nelas.

“A nossa intenção é conhecer o ecossistema onde estão inseridos os nossos produtos, mapear problemas e contribuir para o desenvolvimento de soluções”, diz o designer Mateus Silveira, especialista em future insights da Diretoria de Planejamento e Estratégia do Produto da FCA.

O projeto nasceu como um legado do Fiat Mio, um carro conceito apresentado no Salão do Automóvel de 2010. O veículo foi concebido numa plataforma digital aberta e ganhou o engajamento de mais de 17 mil pessoas de cerca de 160 países. “Elas contribuíram com ideias de materiais, design, ergonomia, tecnologia e mobilidade urbana”, diz Silveira. Naquela época, o designer já lançava seu olhar para o consumidor, apostando em formas de evitar interrupções no seu dia a dia.

“Se tomamos água gelada em casa e no trabalho, por exemplo, por que não ter essa opção enquanto estamos dentro do carro, nos deslocando de um lugar a outro?”, questiona o designer ao se referir a um conceito chamado “simplicidade fluida”. Ao focar menos no desenho dos carros e mais no consumidor, Silveira passou a notar a importância de pensar no futuro dos veículos e da própria indústria automobilística.

Em sua primeira etapa, o “Futuro das Cidades” promoveu uma discussão a respeito da mobilidade urbana no Brasil. Com a parceria da USP Cidades, da Coppead (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), reuniu e revisou os melhores estudos disponíveis no país sobre o assunto, incluindo a análise do tempo de deslocamento casa-trabalho em 38 grandes cidades brasileiras.

E chegou a algumas conclusões, como a de que as cidades brasileiras não têm uma disposição equilibrada de pessoas e oportunidades. Em média, 70% das viagens nas principais regiões metropolitanas do Brasil é feita em direção à escola ou ao trabalho. Uma solução para encurtar o tempo e a distância desse deslocamento seria aproximar as pessoas das oportunidades, levando empregos para as periferias e trazendo gente para morar nos centros.

Essa equação também poderia ser resolvida se as pessoas pudessem escolher como querem se locomover. E isso não significaria necessariamente ter mais metrôs, corredores de ônibus, avenidas, ciclovias ou calçadas de qualidade, mas sim uma combinação democrática, inteligente e eficiente de todos os modais possíveis para acessar as oportunidades.

O estudo, que também contou com o envolvimento do projeto “Cidade para Pessoas” e da “The Factory”, levantou soluções que estão ao nosso alcance, como as caronas solidárias, a adoção do home office, os regimes de horário flexível, os aplicativos de trânsito (como o Waze), as entregas noturnas e o carsharing (compartilhamento de carros). Além dos exemplos no Brasil, trouxe também algumas iniciativas interessantes de fora. Paris, na França, cria no verão uma praia na avenida expressa que margeia o rio Sena para convidar as pessoas a usarem a cidade como área de lazer.

Em Roterdã, na Holanda, uma ponte de madeira para pedestres foi construída por meio de financiamento coletivo. Já em Wuppertal, na Alemanha, foi lançado um projeto que consiste no uso de um cartão que dá acesso a toda a rede de transportes públicos e de compartilhamento de carros e bicicletas da cidade. O sistema ainda gera créditos para quem roda com sua própria bicicleta. “Vamos percorrer alguns desses países na segunda etapa do projeto para conhecer desafios e soluções em mobilidade”, diz Silveira. “Mas uma coisa é certa. Não podemos mais pensar em um modelo de negócio sem olhar para as pessoas que nele estão inseridas.”

Compartilhar

Comentários

Posts Relacionados

Posts mais lidos