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Como nascem as cores?

Como nascem as cores?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Entenda todo o trabalho (e a lógica) por trás dos tons utilizados no mercado automobilístico – e seus nomes inusitados

Verde Botanic, Cinza Antique, Azul Pacific, Branco Polar, Vermelho Tribal. Seriam nomes de tintas de parede, esmaltes de unha ou novas tendências de tonalidades lançadas nas passarelas mundiais? Na verdade, esses são alguns nomes de tintas automotivas que colorem os carros da FCA. Pouca gente sabe, mas as nomenclaturas inusitadas representam mais do que uma simples classificação: são resultado de um profundo trabalho de pesquisa envolvendo diversas equipes, para refletir tendências de mercado, comportamento dos consumidores e os conceitos do próprio veículo por meio da cor.

imagem-5O trabalho começa com a escolha dos tons, a partir de uma investigação da equipe do Design Center da FCA:  “É importante entender o conceito do carro para que a pintura funcione como um elemento de valorização do seu perfil, e de seus atributos”, explica a designer da área de Color & Material, Valéria Carvalho Santos. “Por exemplo, para o Jeep Renegade, que é um modelo de formas mais planas e de forte identificação com o espírito aventureiro, foram escolhidas cores sólidas e vibrantes – como o Vermelho Colorado e o Laranja Aurora– que traduzem bem esse perfil.”

No caso da picape Fiat Toro, modelo que, assim como os Jeep Compass e o Renegade, é produzido no Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE), a gama de cores se relaciona com a natureza. Elas também remetem ao conceito de conquista, trabalhados em tons metálicos e quentes como o vermelho e o marrom. As formas do carro, cujas linhas são bem marcadas na lateral, também são destacadas pelos pigmentos metalizados – entre eles o Vermelho Tribal e o Verde Botanic – utilizados para ressaltar o desenho sob a luz, segundo Valéria.

imagem-4Depois que as cores estão definidas, começa a etapa de escolha dos nomes envolvendo também outras equipes: de Produto e Marketing. Apesar de parecer uma tarefa trivial, a decisão não é fácil. Isso porque os nomes, além de se associar com a própria cor, precisam traduzir conceitos, serem atraentes para os consumidores e fáceis de pronunciar.  Por exemplo, o “Marrom Horizon” do Toro remete imediatamente a paisagens naturais. Já o “Cinza Antique”do Compass, por sua vez, é uma tonalidade mais quente de cinza, remete ao refinamento e ao vintage.

O curioso é que as pesquisas do departamento de Produto e Marketing mostram que o nome da cor influencia de fato no processo de compra. “Por isso mobilizamos diversas áreas – Comercial, Design, Desenvolvimento de Produto e Pesquisa de Mercado – para levantarmos as propostas”, explica Daniel Corrêa, profissional do departamento.“Depois fazemos uma votação interna dos três nomes que mais agradam que seguem para a escolha final.”

Novo-Fiat-Mobi-2017-04Outro detalhe interessante é que, as tonalidades de lançamento de novos modelos de carros costumam ser mais inusitadas para se destacar nas ruas e atrair a atenção dos consumidores. Muitas vezes, a aceitação do público surpreende. “As cores fortes fizeram muito sucesso no lançamento do Novo Uno, por exemplo, que tinha um apelo jovem e moderno. O Amarelo Citrus (cuja tonalidade lembra os marcadores de texto) teve uma procura tão boa que confirmou nossas escolhas”, lembra a designer.

Na paleta do mundo automobilístico, o significado das cores pode mudar de região para região e com o passar do tempo. Acontece assim no caso dos táxis, que podem ser associados ao preto em alguns países como Londres ou ao branco em alguns estados brasileiros.

O branco, particularmente, ganhou um novo significado no mercado de automóveis nos últimos anos. De cor pouco valorizada (até pela associação com os veículos de transporte de passageiros), ela passou a sinônimo de refinamento quando começou a ser utilizada em carros de luxo e nos esportivos. “É uma cor neutra, assim como o preto, cinza e prata. Esses tons são muito valorizados atualmente por serem escolhas mais seguras para o consumidor. Um carro é um bem mais duradouro, diferente de uma peça de roupa ou até mesmo as paredes de uma casa, que podem mudar de cor com facilidade. O branco – associado aos carros norte-americanos – também se estabeleceu como uma boa alternativa ao prata, ainda muito forte no mercado”, contextualiza Valéria.

294267e29f7f4c10bb70148883092f45A designer ainda lembra que, a preferência pela cor é algo pessoal – ou seja, não é uma regra científica. Nessa escolha, as questões culturais pesam muito. Tanto que, no Ocidente, a cor preta representa luto, mas na China tem um significado positivo, associado a confiança.

Assim como as passarelas e as revistas de arquitetura ditam quais serão os tons mais usados nas produções fashion ou nas decorações a cada estação, o mercado automobilístico também responde às tendências. No próximo ano, por exemplo, a opção por cores mais neutras, como o branco, deve continuar a ser uma aposta, de acordo com Valéria: “Os vermelhos também têm sido bem aceitos na América Latina e na América do Norte, e devem continuar como uma escolha forte”, antecipa, dando a dica preciosa para quem quer se manter na moda nas ruas.

Confira abaixo o vídeo que a jornalista e blogueira Luisa Accorsi postou em seu canal no Youtube gravado dentro de seu Fiat 500, no qual ela conta de sua surpresa (e entusiasmo!) diante da paleta de cores da FCA:

 

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