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Consciência hídrica vira conversa de bebedouro entre funcionários

Consciência hídrica vira conversa de bebedouro entre funcionários

sábado, 9 de abril de 2016

Reúso de água é abraçado por funcionários dos mais diferentes níveis e áreas, que sugerem ações e chegam a levar a ideia para casa

No vocabulário dos profissionais de Recursos Humanos, existe a expressão “conversa de bebedouro”. São aqueles assuntos inescapáveis que surgem nos momentos em que os funcionários se encontram para tomar uma água entre uma tarefa e outra. Nas fábricas FCA no Brasil, a consciência hídrica entrou na pauta dessas conversas espontâneas.

Os polos de Betim (MG) e Goiana (PE) são referência de gestão hídrica para o setor.No início de 2016, a fábrica mineira da Fiat alcançou o impressionante índice de 99,4% de reúso de água, um recorde no Brasil. Desde 1994, reduziu em 68% o consumo de água por veículo produzido na planta. E o polo pernambucano, apenas um ano depois de sua inauguração, já recircula 98% da água,que é usada em irrigação de áreas verdes, tanques de pintura e vários outros processos.

Num ambiente desses, não admira que o assunto tenha se disseminado pelas “conversas de bebedouro” das duas fábricas e os próprios funcionários passassem a sugerir e solucionar outras ações de economia. Em Betim, nos últimos quatro anos, 133 projetos propostos pelos funcionários pouparam 427 mil metros cúbicos de água, volume equivalente ao consumo de 10,7 mil pessoas/ano.

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Pedro Cruz adotou o reúso de água em sua casa, em Contagem (fotos: Ignácio Costa)

O bombeiro Pedro Cruz, integrante da Unidade de Prevenção e Combate a Incêndios, por exemplo, resolveu levar o conceito para sua própria casa, em Contagem, cidade vizinha a Betim. “Quando conheci a gestão ambiental da Fiat e a estação de tratamento de reúso de água, pensei que poderia fazer algo semelhante em casa”, ele diz. “Daí, surgiu a ideia de buscar formas de economizar água”.

Pedro [fotos: Ignácio Costa] desenvolveu um sistema para captar a água da chuva e outro para reutilizar a água descartada pela máquina de lavar roupas. Ele instalou um encanamento na saída de água da calha – com filtros e saída de ar no cano de PVC – para abastecer uma caixa d’água de 500 litros. Caso a água captada ultrapasse esse volume, o excesso vai para uma piscina de 5 mil litros.

Em seguida, o bombeiro olhou para sua máquina de lavar roupas: “Descobri que cada ciclo de lavagem gasta 200 litros de água. Utilizo dois tanques de 200 litros cada, e a água que seria descartada vai toda para eles. Trato essa água com filtros e reutilizo para muitas coisas – inclusive para lavar roupas”. Pedro conta que, desde que adotou o sistema, economiza até 3.500 litros de água por mês. O valor de sua conta mensal diminuiu 75%, passando de R$ 100 para cerca de R$ 25.

A economia experimentada por ele em casa também se confirma numa escala corporativa. Tanto Pedro Cruz quanto a FCA percebem que, além de uma questão de consciência e sustentabilidade, a gestão hídrica se explica do ponto de vista da economia. Desde 2010, a fábrica em Betim já poupou mais de 4 milhões de metros cúbicos de água por meio do recírculo.

A referência do ano de 2010 ocorre porque foi ali que as tecnologias de membranas (MBR) e a de osmose reversa começaram a ser usadas pela FCA. O sistema MBR funciona como um filtro que barra sólidos na água, deixando passar apenas água e íons e moléculas de baixo peso. A osmose reversa faz com que o sal e outros componentes nocivos sejam filtrados. Confira no infográfico abaixo o passo a passo do reúso de água na fábrica da Fiat. Para mais informações clique na imagem e confira detalhes sobre cada passo:

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