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Empresas, poder público e sociedade civil unidos para compartilhar as mudanças que chegaram à Zona da Mata

Empresas, poder público e sociedade civil unidos para compartilhar as mudanças que chegaram à Zona da Mata

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Jeep integra o Goiana em Ação, um fórum de desenvolvimento sustentável que quer mexer com o turismo, cultura, educação emprego e renda em Goiana, Pernambuco

Durante décadas, o município de Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, sofreu os efeitos da derrocada dos engenhos de cana-de-açúcar, antiga base de sua economia. Sua riqueza cultural e patrimônio histórico secular ficaram no esquecimento, e a cidade era vista apenas como uma passagem no trajeto entre Pernambuco e Paraíba. Mas o desenvolvimento que veio a reboque da criação de novos polos industriais, entre eles o automotivo, tendo a fábrica da Jeep com principal âncora, já começou a mudar o cenário carente dessa região do Nordeste brasileiro. O próximo desafio é acelerar esse processo. É nesse sentido que o poder público, iniciativa privada e sociedade civil se uniram no grupo chamado Fórum de Desenvolvimento Sustentável Goiana em Ação.

O fórum reúne empresas como a Jeep, do grupo FCA, e a Klabin, produtora de papel também instalada no município, além da prefeitura e de representantes da sociedade civil. O lançamento oficial do grupo foi realizado na noite da última terça-feira (10), no Sesc Ler de Goiana. O evento contou com apresentações culturais de grupos de caboclinhos e de ciranda. “É importante o envolvimento de todos para o desenvolvimento de Goiana”, considerou o prefeito Eduardo Honório Carneiro, durante a ocasião.

DSC_0735Embora o lançamento oficial seja recente, o trabalho do Goiana em Ação começou meses atrás. Mediador e facilitador do fórum, Judi Cavalcante conta que sete reuniões já foram realizadas: “Chegamos a quatro temas prioritários”, ele conta. “Emprego e renda, turismo, cultura e educação. Esses temas vão orientar um plano de ação para os próximos 12 meses. Os grupos participantes terão ações específicas para promover esses objetivos. Ao fim do prazo, em 2019, esse plano será reavaliado.”

O envolvimento da comunidade será essencial para a garantir o sucesso das ações, na opinião de Gedália Maria Venceslau, a Dadá, líder da comunidade quilombola do Catucá Malunguinho em Goiana. “Estamos conscientizando as pessoas da importância de participarmos desses espaços para construirmos soluções juntos”, disse.

“A participação da Jeep neste espaço vai garantir uma maior assertividade dos nossos investimentos em ações que contribuam com o desenvolvimento da região”, apontou o coordenador de projetos sociais da FCA, Fernando Elias. “Fazer com que as pessoas possam se apropriar das mudanças que estão acontecendo na região é o nosso maior objetivo”, emendou a coordenadora de gente e gestão da Klabin, Kalinne Mota.

É importante destacar que o comprometimento de empresas como a Jeep e a Klabin com índices de sustentabilidade e com desenvolvimento social já tem produzido frutos na região. Com ações para melhorar a qualidade de ensino, o programa Rota do Saber, da FCA, por exemplo, já marca presença em seis municípios da região, beneficiando 205 escolas, 967 mil educadores e impacta diretamente 27 mil alunos.

No quesito geração de emprego e renda, um dos eixos prioritários do plano de ação estabelecido pelo fórum para Goiana, a participação de empresas também vem produzindo mudanças significativas, avalia o gerente do Sebrae Mata Norte, Leonardo Carolino: “A Jeep, por exemplo, é uma grande demandante de mão de obra local. Isso move toda uma cadeia que inclui melhor capacitação das pessoas e das empresas daqui, que estão se preparando para atender às demandas de uma empresa global. Ainda há efeitos positivos indiretos na economia porque, com maiores oportunidades de empregos para os goianenses, a partir da instalação do Polo Automotivo Jeep, que trouxe a fábrica e seus sistemistas, a massa salarial da região cresceu e novas oportunidades foram criadas para setores de serviço e comércio local, por exemplo”, explicou.

Os temas prioritários elencados pelo Goiana em Ação são baseados em reuniões realizadas nos primeiros seis meses de criação do projeto, com reuniões que contaram com a participação de 166 pessoas. Eles são inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelas ONU (Organização das Nações Unidas) e orientados pelo resultado da pesquisa que mediu o Índice de Progresso Social (IPS) no município.

Goiana foi, inclusive, o primeiro município do Nordeste e o terceiro do Brasil (considerando o recorte intraregional) a ter o seu IPS medido. A mensuração é feita a partir de vários indicadores selecionados com o apoio acadêmico de universidades como Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology), que conseguem retratar o índice de satisfação dos moradores do território com a qualidade de vida local.

No mapeamento, cinco regiões do município foram avaliadas: a sede do município; as praias de Carne de Vaca e Pontas de Pedra; o distrito de Tejucupapo e o povoado de São Lourenço. Ao todo, 820 do total de 21.480 domicílios locais foram abordados para a produção das entrevistas com os moradores. A pesquisa tem um nível de acerto de 95%. Considerando necessidades humanas básicas; fundamentos do bem-estar e oportunidades, o  IPS de Goiana foi avaliado em 48,94. Os melhores componentes avaliados foram acesso à água, moradia e educação básica. Já os piores ficaram para segurança pessoal e qualidade ambiental.

“É um índice que mostra várias oportunidades de melhoria no município. Em outros lugares onde foi aplicado, como em Caramuri e no Rio de Janeiro, o IPS ajudou a fomentar ações a trazer investimentos para melhoria. Esperamos que esses mesmos efeitos sejam vistos aqui”, ressaltou Marcelo Mosaner, gerente de avaliação da Fundación Avina, que aplica a pesquisa. Mosaner adiantou que os resultados são públicos e, em breve, serão disponibilizados na internet.

 

 

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