FCA Brasil
  • A A A

Enviar por email:

Esses jornalistas maravilhosos e seus carros econômicos

Esses jornalistas maravilhosos e seus carros econômicos

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

De Belo Horizonte a São Paulo em busca do menor consumo com o carro mais econômico do Brasil

O mês de novembro começou animado. Nas primeiras horas do primeiro dia do mês, cinco jornalistas automotivos se dirigiram ao Polo Automotivo Fiat, em Betim, MG, prontos para pegar estrada rumo a São Paulo em seus novíssimos Mobi Drive, modelo que só seria lançado na semana seguinte, no Salão Internacional do Automóvel na capital paulista.

Mas eles tinham mais do que a viagem pela frente: estavam prestes a competir numa corrida de economia de combustível. Aquele (ou aquela…) que gastasse menos combustível no trajeto ganharia um prêmio a ser anunciado pela Fiat no Salão do Automóvel.

Confira no vídeo os melhores momentos da aventura:

Todos fizeram impressionantes 25 quilômetros por litro, no mínimo. Mais incrível é que, terminada a viagem, ainda tinham combustível suficiente para retornar à fábrica de Betim.

A competição começou com um briefing durante um café-da-manhã na fábrica. Foi ali, entre um pão-de-queijo e outro, que o assessor técnico da FCA, Ricardo Dilser, apresentou as regras da competição, que eram as mais simples possíveis: além de obviamente terem que respeitar as leis de trânsito (incluindo os limites de velocidade), os competidores teriam que respeitar um tempo máximo de 4h30 para chegar à primeira parada obrigatória, que ficava a 355 Km. Isso garantiria que a prova transcorresse da forma mais realista possível, diretamente comparável à viagem que você mesmo, prezado leitor, faria se fosse o motorista, já que a média de velocidade foi de aproximadamente 80 Km/h, condições que se mantiveram para o segundo trecho. Não fosse esta regra, os competidores provavelmente iriam se arriscar na estrada a cerca de 50 Km/h…

Os carros, que estavam em condições idênticas (até o peso foi equiparado), foram sorteados entre os participantes. As únicas diferenças eram a cor da carroceria, o número colado no vidro (1 a 5) e – adivinhem! – o(a) motorista. Dentro, um celular com o sistema Live On e duas câmeras portáteis captando as imagens internas.

Prestes a largar, já se podia notar a apreensão dos competidores, tunando suas capacidades de concentração e provavelmente fazendo os cálculos mentais necessários para aproveitar ao máximo os superpoderes econômicos do carro –coisa que pessoas normais como você não fazem no dia-a-dia, mas que fariam se estivessem competindo para ganhar um prêmio surpresa especial.

Dada a largada, o clima era hollywoodiano, com câmeras pegando cada detalhe, incluindo dois modernos drones, que tomaram lindas imagens aéreas de pontos-chave da competição. Estava valendo – e ainda tínhamos o dia todo pela frente!

mobidrive_baixo-01
No caminho, os cinco competidores (em ordem alfabética, Bob Sharp, Gabriel Marazzi, Giu Brandão, Josias Silveira e Suzane Carvalho) foram acompanhados de seis outros carros de apoio. Eram seis picapes Fiat Toro. Uma delas era, secretamente, a que seria lançada no Salão do Automóvel, com motor 2.4 Tigershark flex. Um Toro foi à frente, checando as condições da estrada e, por assim dizer, abrindo caminho para os dez carros que vinham atrás. No fim da fila também ia outro Toro, para garantir que ninguém estivesse enfrentando problemas como um pneu furado, acidente ou má sorte no pedágio, por exemplo. Das outras quatro picapes, três estavam com a equipe de filmagem, que precisou se desdobrar para conseguir os locais e momentos ideais para as melhores imagens, e uma com a direção da competição, que acompanhou todas as etapas da competição e tomou as decisões necessárias no meio do caminho.

A primeira e única parada ocorreu, conforme previsto, após 355 quilômetros do ponto de partida. Era momento de descansar um pouco, almoçar e conferir os equipamentos de filmagem. Depois, pé na estrada, ou melhor, Mobi Drive na estrada novamente. Na chegada, após 550 quilômetros e cerca de 7 horas dirigindo (sem contar a parada), uma surpresa: nenhum dos competidores havia gasto mais do que meio tanque de combustível. A competição foi um sucesso não apenas para quem fez o trajeto com menor consumo, mas para todos os participantes, que distribuíram elogios entusiasmados ao carro e à disputa.

Os participantes tiveram que esperar ansiosamente do dia da disputa (1º de novembro) até o dia 8 para saber quem gastou menos combustível. O resultado foi anunciado durante a apresentação do estande da Fiat no Salão do Automóvel. O carro mais econômico do Brasil, você já sabe: é o Mobi Drive. E quem venceu a disputa foi… Suzane Carvalho, que marcou média de 27,1 km/l.

Ela ficou duplamente surpresa, pelo anúncio da vitória e pelo prêmio que foi revelado na hora: um Mobi Drive novinho para ela continuar gastando pouco pelas cidades do Brasil.

Agora, se você já ficou pasmo com a economia do carro, pasme novamente: Suzane Carvalho dirigiu com costelas quebradas, após apenas uma semana se recuperando de um acidente de moto. O médico recomendou repouso absoluto, mas quem perderia uma aventura dessas? Sorte dela, que agora terá seu próprio Mobi Drive, o carro mais econômico do Brasil.

“Não me considero uma motorista econômica no dia-a-dia”, assume Suzane.“Sou piloto, eu gosto de andar com o motor no giro mais alto, uso bastante a faixa de torque e potência do carro, prezo muito pelo desempenho. Uma das coisas que eu ensino nos meus cursos de direção defensiva é exatamente isso, dirigir com desempenho, porém com economia e conforto, que é o caso, por exemplo, quando a gente faz uma corrida de longa duração. Você não está deixando de correr, no entanto você tem que economizar o equipamento.”

Logo após o anúncio de sua vitória, Suzane avaliou sua tática:“Foi mais ou menos desse jeito: tem que ser bem suave e gradativo com os três pedais e, principalmente, com o volante.”

Compartilhar

Comentários

Posts Relacionados

Posts mais lidos