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Materializando o futuro agora

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Como uma impressora 3D modernizou a produção de modelos para os designers da Fiat

Da ideia inicial até chegar às concessionárias, o período de desenvolvimento de um veículo leva, em média, três anos. Das telas do computador, as formas se materializam, inicialmente, nos modelos de design. Peças, que antes só existiam no mundo virtual (em programas de design), são trazidas ao mundo real. Até recentemente, esse processo era artesanal e se alongava por semanas. Cada parte era modelada manualmente como uma escultura técnica, com todo cuidado para se chegar ao modelo desejado. Hoje, porém, os designers e modeladores podem contar com tecnologia de última geração para otimizar essa etapa, como a impressão 3D.

Utilizada há pouco mais de dois anos no Polo de Pesquisa & Desenvolvimento Giovanni Agnelli, na fábrica da FCA em Betim (MG), a impressora 3D que você vê na foto acima, uma Fortus 360mc, da empresa americana Stratasys, é capaz de imprimir em 12 horas um modelo que, antes, poderia demorar alguns dias para ficar pronto. O protótipo é impresso com grande precisão em nylon altamente resistente e leve, que pode ser livremente lixado e pintado, o que pode resultar numa peça em tamanho real visualmente idêntica à original que será produzida. “A impressão 3D permite testar fisicamente o projeto que existia no computador”, explica o supervisor de modelação de design da FCA em Betim, Celso Morassi. “Assim, podemos propor ajustes que antes só seriam notados na linha de montagem.” Isso reduz muito o tempo e também os custos de desenvolvimento de um novo modelo, além de desafogar as máquinas de usinagem, que podem ser usadas com outros modelos. Segundo Morassi, a impressora 3D não causou perda de postos de trabalho, mas sim a geração de novos empregos, voltados especificamente para essa nova área.

 

A máquina não é tão grande e pesada quanto se poderia imaginar. Com pouco mais de 600 quilos e o tamanho de uma geladeira (1,3 x 0,9 x 1,9m), é capaz de produzir peças de até 40 x 35 x 40cm, em tamanho real ou escala, que podem ser depois combinadas para formar peças maiores. Sabendo usar, ela traz grande flexibilidade para a equipe de criação, que ainda combina essas vantagens com os antigos processos de usinagem e de modelagem em argila para obter resultados ainda melhores. A impressora, comprada em 2014, custou R$ 200 mil, investimento que, segundo Morassi, foi recuperado ainda no primeiro ano, graças ao aumento de eficiência no processo todo.

 

Morassi, orgulhoso de coordenar a produção dos modelos na impressora 3D

Morassi, orgulhoso de coordenar a produção dos modelos na impressora 3D

Morassi revela que o setor já tem em vista uma máquina maior e mais moderna, capaz de produzir modelos com ainda mais precisão e abrir novas possibilidades para testar as criações do futuro. Com o rápido avanço da tecnologia hoje é possível imprimir com materiais combinados, em tamanho e velocidade maiores.

 

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