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Que venham os próximos 42 anos!

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Como o Polo Automotivo Fiat está se preparando para transformar o carro do futuro

“O carro que o jovem quer é isto”, diz o presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, mostrando o celular em posição horizontal na sua mão. “Um smartphone sobre rodas”. A metáfora não é exagero. Tecnologias que vão transformar o carro do futuro já mobilizam os times de Engenharia do Polo Automotivo Fiat, em Betim (MG), que nesses 42 anos de existência consolidou a tradição de lançar inovações e tem sido reconhecido por isso (como você vê aqui e aqui).

Muitas respostas para o desenvolvimento de novas soluções passam pelos desafios da conectividade. “Não se trata apenas de buscar inovações no motor, transmissões e carroceria”, diz o diretor de Portfólio, Pesquisa e Inteligência Competitiva da FCA para a América Latina, Breno Kamei. De acordo com o executivo, a conectividade aponta tendências que colocam o carro não apenas como um meio de transporte, mas como uma plataforma de negócios. “Como parte dos investimentos destinados à América Latina, estamos desenvolvendo uma nova família de infotainment e uma plataforma de conectividade. O automóvel não dependerá mais do celular para estabelecer uma conexão com a nuvem”, explica.

Nessa jornada de inovações, o Brasil tem assumido o protagonista dentro da FCA devido ao perfil do consumidor brasileiro, que é altamente conectado. E o Polo Automotivo Fiat, mais especificamente o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento Giovanni Agnelli, está liderando importante experimentações na evolução do carro conectado. “Surgirá um novo mundo de serviços para o consumidor e negócios para a FCA”, ressalta Kamei, destacando que a nova geração das centrais multimídia incluirá uma plataforma de inteligência artificial e machine learning. “O carro vai se comunicar com o consumidor, informando sobre as manutenções ou alertando o motorista se ele estiver dirigindo de forma agressiva. Haverá integração do carro com sua casa e escritório, proporcionando uma experiência mais fluida e 100% conectada”, detalha.

joao_irineuSe o carro conectado tem atraído cada vez mais a atenção do consumidor, não significa, entretanto, que a evolução do motopropulsor vai ficar em segundo plano. “Tecnologias para aumentar a eficiência dos motores a combustão, principalmente etanol, estarão disponíveis no curto prazo”, anuncia João Irineu Medeiros, diretor de Assuntos Regulatórios e Compliance da FCA para a América Latina. O desafio é buscar soluções para reduzir as emissões de CO2. “O etanol é 80% renovável, por conta do sequestro de carbono pelas plantações de cana de açúcar. É um combustível decisivo e eficaz para o Brasil na mitigação de CO2 para os próximos anos”, completa.

 

E os próximos capítulos dessa história?

mateussilveiraUma coisa é pensar no carro do futuro. Outra é pensar no futuro do carro. “Estamos vivendo transformações muito intensas na forma como o usuário se relaciona com a mobilidade, não apenas com o carro”, pondera Mateus Silveira, responsável pela área de Future Insights da FCA. “Há questões relacionadas ao comportamento de consumo que influenciam a dinâmica da indústria automotiva, como a economia do compartilhamento, a inovação aberta e novas formas de mobilidade virtual”, explica.

Realidade virtual, videoconferência, delivery, e-commerce, transporte compartilhado, carro autônomo, e assim por diante, são soluções que estão mudando a maneira como o cidadão se relaciona com a mobilidade. “Estávamos acostumados a viver uma revolução de cada vez, mas agora serão várias ao mesmo tempo, interagindo umas com as outras”, explica. “Temos que nos antecipar às necessidades do consumidor. É um desafio, mas também uma oportunidade”, afirma.

fiat-mio“Imagine se as tecnologias disponíveis hoje nos carros, como os sensores de temperatura, pressão, umidade, proximidade, câmera de ré e vários outros, se tornassem abertas, como já acontece com o smartphone. Várias soluções poderiam surgir a partir destas possibilidades”, vislumbra. “Precisamos trabalhar de forma aberta e colaborativa. Só assim vamos encontrar o desconhecido, aquilo que ainda não prevemos. Temos que criar os carros que ainda não existem.”

“O Fiat Mio foi isso”, completa Silveira, em referência ao carro-conceito colaborativo criado em 2010 a partir de milhares de sugestões (foto). “Foi mais que um exercício para pensar o carro do futuro. Foi também uma experiência sobre como fazer, uma degustação de novas formas de trabalho: aberto, descentralizado, colaborativo, remoto e em tempo real. A gente não sabia, mas ele nos preparou para esse cenário de futuro.”

 

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